turmas agrupadas

PRINCÍPIOS QUE ORIENTAM UMA CASA-ESCOLA

"O ser humano cresce num ambiente social e a interação com outras pessoas é fundamental a seu desenvolvimento."

Vygotsky

agrupada 0

BEBÊS A PARTIR DE 4 MESES DE IDADE

O Nido - A Escola dos Bebês busca sensibilizar os elementos envolvidos na Rede de Proteção (pais, pediatra, educadores e demais adultos) em busca de um estilo de cuidar no qual o sujeito é considerado em sua singularidade, em seu ritmo, tendo o brincar como eixo principal da infância.

O humano é uma construção que nunca está pronta. O que faz uma criança tornar-se alguém é o que ela deseja. Ela deseja, porque alguém a desejou e a antecipou como desejante, introduzindo-a no campo da pulsão.

O vínculo dos pais com seus filhos deve o ser mais forte de todos os laços humanos. Ele é crucial para a sobrevivência e o desenvolvimento do bebê. Além disso, o laço original entre cuidadores e bebês é a principal fonte para todas as ligações futuras e é através deste que a criança pequena desenvolve o sentido de si.

agrupada I

Os três primeiros anos de vida da criança são importantíssimos para o seu desenvolvimento integral, inclusive da empatia, da inteligência e da capacidade de amar. A plasticidade do cérebro e da vida emocional dos pequeninos é tão expressiva que, com afeto, é possível reescrever histórias de vidas que começaram em terreno desfavorável.

O cérebro vai sendo moldado em sua plasticidade, dependendo das influências do que recebe do meio externo. A genética e o ambiente das emoções programam certos aspectos da capacidade da aprendizagem e do comportamento da criança, mas muitos desses aspectos podem ser modificados.

As crianças que desenvolvem vínculos de afeto sadio com seus cuidadores tendem a ser mais empáticas. Segundo Hoffman, os seres humanos estão biologicamente equipados para a empatia. Embora nos primeiros anos as crianças estejam centradas em si, encantadas com as suas ações sobre o mundo, elas começam a perceber o impacto emocional de suas próprias ações no outro.

As “bordas” são promotoras do crescimento e do controle dos afetos. Com sensibilidade e firmeza os cuidadores dimensionam a ligação entre as ações e sentimentos. São as falas e os exemplos do cotidiano que fazem o pequenino desenvolver a empatia.

Um ambiente cientificamente preparado para reunir crianças de, no máximo, três faixas etárias. Esse ambiente permite o interrelacionamento das atividades específica de cada nível de aprendizagem, dentro de um conjunto global de atividades.

Baseada no conceito de livre opção, movimento e trabalho criativo, a criança pode aprender com seu grupo, havendo uma variedade de modelo: um ano a mais ou um ano a menos.

IA - A PARTIR DE 1 ANO DE IDADE COMPLETADOS ATÉ 31/03

IB - A PARTIR DE 2 ANOS DE IDADE COMPLETADOS ATÉ 31/03

Traços da Personalidade

Uma nova visão de Educação

Novos estudos apontam que os traços da Personalidade são tão importantes quanto à inteligência para se dar bem na escola e na vida. Crianças perseverantes não desistem da meta, apesar dos obstáculos, dos imperativos. São organizadas, planejam seus estudos e não são preguiçosas. Traços de Caráter e Personalidade como persistência e autocontrole são determinantes não só na vida escolar, como amplitude na vida. Além de importantes, os traços podem ser ensinados e desenvolvimentos na sala de aula nas diversas disciplinas.

Controlar os impulsos na infância e na adolescência traz ganhos na vida adulta. O autocontrole na escola está presente na assiduidade, na participação nas atividades, no fazer as tarefas de casa...

Perseverança (perseguir uma meta - foco), ser disciplinado e resiliente, autocontrole (não ceder a impulsos como ligar a televisão na hora de estudar), extroversão (não ficar apenas no campo das ideias, conseguir realizar o que planeja), curiosidade (estar aberto aos erros, sem medo de assumir riscos), protagonismo (acreditar que, com esforço é possível mudar o que é ruim) e cooperação (habilidade de trabalhar em grupo).

A aprendizagem acontece com a costura de fatores cognitivos e outros. Dados significativamente interferem no ato de aprender: como a criança sente-se, qual a sua motivação, como se processa a interação da criança com o outro.

(Org. pelo Inst. Ayrton Senna em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, responsável pelo o principal índice de qualidade em educação internacional, o PISA).

Como as Crianças veem o Mundo

As crianças até mais ou menos três anos vivem a fase da anomia que coincide com o egocentrismo infantil onde não existem regras e normas. A vida é para ser vivida pelo prazer.

Na medida em que a criança cresce, ela vai percebendo que o "mundo" tem suas regras. Ela descobre isso nas brincadeiras com as crianças maiores, que são úteis para ajudá-la a entrar na fase de heteronomia. Aproximadamente aos 4 ou 5 anos. gradualmente, a criança vai entrando na fase heterônoma e caminha gradualmente para a fase autônoma.

As atividades de cooperação, num ambiente de respeito mútuo, embasado na afetividade, preservam do egoísmo e do orgulho, auxiliando a criança no longo processo de descentração, conduzindo-a gradativamente da heteronomia para a autonomia moral. Um ambiente de medo, autoritarismo, respeito unilateral tende a perpetuar a heteronomia.

A brincadeira da criança cresce em organização. As pequenas representações vão evoluindo para peças de teatro, com sequências temporais definidas, organização espacial, com subcenas, com papéis e funções de atores marcadas.

O processo educativo ajuda a criança a sair de seu egocentrismo, natural nos primeiros anos, caracterizado pela anomia, e entrar gradualmente na heteronomia, encaminhando-se naturalmente para a sua própria autonomia intelectual que é o objetivo final da educação com ética.

As atividades de cooperação, num ambiente de respeito mútuo, embasado na afetividade, preservam do egoísmo e do orgulho, auxiliando a criança no longo processo de descentração, conduzindo-a gradativamente da heteronomia para a autonomia moral.

As agrupadas II e III são compostas de crianças no período pré-operacional (Piaget) / mente operante (Maria Montessori). Acompanhadas por professores ao seu dispor e, essencialmente, confiantes no sujeito cognoscente - o sujeito do seu próprio saber -, as classes de três a seis anos oferecem ambientes propícios às descobertas. Com um planejamento amplo, diferenciado por faixa etária e por desempenho, uma vez que uma criança pode ter quatro anos de idade e desempenho / interesse de seis, a classe montessoriana difere pelo modo como o conhecimento é vivenciado.

O vasto material pedagógico (jogos) à disposição desperta verdadeiro fascínio pela atividade. A riqueza, no sentido de diversidade de opções, estimula a curiosidade. Cada atividade bem sucedida mais garra traz para nova conquista.

A entrada no mundo das letras é feita harmoniosamente, cada um no seu tempo, sendo comum a explosão da leitura antes dos cinco anos. Ao concluírem o ensino infantil, respeitando o ritmo individual, as crianças têm uma leitura de mundo, uma vez que se reconhecem como sujeito do processo.

Elas leem, interpretam, compõem e têm sólidos conhecimentos de ciências físicas e biológicas. O que mais chama a atenção é o discurso engajado com contexto social.

agrupadas II e III 

IIA - A PARTIR DE 3 ANO DE IDADE COMPLETADOS ATÉ 31/03

IIB - A PARTIR DE 4 ANOS DE IDADE COMPLETADOS ATÉ 31/03

III - A PARTIR DE 4 ANOS DE IDADE COMPLETADOS ATÉ 31/03